Conversas imaginárias com meu pai: minha experiência pessoal com o tema indigenismo
Linha do tempo: quarta-feira, dia 20 de maio de 2020. Eu enviei a tarefa ao portal da Unisul sobre minha experiência com o tema indigenismo. Sexta-feira, dia 22 de maio de 2020. O vídeo da reunião de ministros vem a público. Nele um sinistro, digo, ministro fala que odeia o termo "Povo Indígena ".
Naquela noite, encantado, eu ouvi histórias que meu pai contava sobre povos indígenas. Peguei esse fio e contei ao meu pai que estava fazendo graduação em História, e justamente agora desenvolvia uma tarefa sobre meu contato com povos indígenas. Eu fiz um breve resumo do texto que desenvolvi. Meu pai então me aconselhou a continuar estudando.
Graduação: História
Unidade de Aprendizagem: Cultura Indígena Brasileira
Sintetize num texto de no máximo 20 linhas sua experiência pessoal com o tema do indigenismo.
Indigenismo: experiência pessoal
Indigenismo é um tema que me toca profundamente. É provável que em meu DNA estejam inscritas origens indígenas. Isso porque sou um brasileiro típico, resultante do processo de miscigenação que formou esta nação.
Desde há muito tempo mantenho algum contato com povos indígenas, como os Kaingang, cuja pequena comunidade se localiza em Cacique Doble, RS. Também resido atualmente numa cidade que foi outrora palco de outra comunidade indígena, os Xokleng, em Urubici. Diferente de Cacique Doble, onde lá a comunidade indígena tem sua porção de terra para tocar a vida e seguir sua trajetória étnica, aqui em Urubici, SC, tudo que restou dos Xokleng são algumas, hoje denominadas, inscrições rupestres. Nenhuma alma de Xokleng sobreviveu aqui para contar sua história. Sim, eles não foram totalmente dizimados, pois em Ibirama, SC, existe uma comunidade de Xokleng. Por sinal, nenhuma espécie da cruzada para extinção do povo indígena teria êxito, isso porque, se isso fosse possível, ainda restariam marcas que a violência não consegue apagar: palavras, tradições, costumes, jeito de viver, amor à natureza, espírito comunitário, entre outras facetas que herdamos de maneira silenciosa da civilização indígena. Ou civilização, já problematizando, é um termo que não se aplica ao povo indígena?
Oportunidade ímpar esta disciplina para mergulhar nesse universo ao mesmo tempo fantástico, instigante e desafiador, que oportuniza o olhar com olhos de historiador para o passado, para o presente e para o futuro dos povos indígenas.
Charles
Urubici, 24 de maio de 2020.
Nenhum comentário:
Postar um comentário